|
O Custo Total de Propriedade -
TCO (total cost of ownership) é
um sistema de cálculo destinado a assitir
os consumidores na avaliação dos custos,
assim como os benefícios relacionados à
compra de compontentes para a gestão da Tecnologia
da Informação - TI. O conceito
de TCO foi inicialmente desenvolvido pelo Gartner
Group, sendo que hoje existem diversas variantes
que oferecem maior o menor sofisticação.
O objetivo deste cálculo é
a obtenção de um número que contemple
todos os custos envolvidos ao longo do ciclo de vida de
uma solução de TI.
Assim, o TCO deve incluir, p.ex., custos
do hardware e das licenças de software, amortização,
manutenção, upgrades, suporte técnico,
tempo ocioso por falhas (downtime), segurança
(virus/worms/etc., denial of service, back-up, reparações,
etc.), treinamento, administração, tempo
de operação (tempo comparativo dedicado
à execução de um tarefa).
De forma geral, os custos
incluidos no TCO são agrupados da seguinte maneira
para determinar a sua concentração ao longo
do ciclo de vida de uma TI:
- Custos de planejamento;
- Custos de aquisição;
- Custos de operação
e manutenção; e
- Custos de alienação

De forma prática, estes custos
podem ser categorizados da seguinte forma (MITRE Corp.
Report 3, 2001):
- Custos diretos (aqueles
que podem ser quantificáveis)
- Hardware (aquisições e upgrades)
e software (aquisições, upgrades,
licenças) - 30%;
- Suporte (remoto, treinamento, deslocamento, manuais
e livros) - 15%;
- Gerenciamento (redes, sistemas e armazenamento)
- 5%;
- Desenvolvimento (aplicações e conteúdo)
- 4%; e
- Comunicação (infra-estrutura e
taxas) - 1%.
- Custos indiretos (não
quantificáveis)
- Custo de usuário final (suporte casual
e auto-aprendizado) - 35%; e
- Downtime (perda
de produtividade devido a paradas) - 10%.
As proporções nos custos
correspondem aproximadamente aos apresentados usualmente
nos projetos de gestão espacial na realidade do
Brasil.
Benefício Total de Propriedade
- TBO
Ainda, o resultado do cálculo do
TCO deve ser comparado com o Benefício
Total de Propriedade - TBO (total benefit
of ownership), para determinar a viabilidade de uma
aquisição de TI.
Assim como o TCO determina o custo da
tecnologia, a TBO avalia o retorno do investimento.
Para uma correta medida deste valor utiliza-se o Retorno
Total de Propriedade - TRO, (total return on ownership),
que quantifica o retorno líquido obtido com a utilização
da tecnologia avaliada. Obviamente, o cálculo do
TBO é ainda mais complexo que o do TCO. Assim,
usualmente, utilizam-se sistemas de pontuação,
tabelas comparativas e outros procedimentos similares,
que dependem grandemente da experiência e do bom
senso do avaliador.
A consideração dos benefícios
na adoção de uma tecnologia é uma
metodologia mais abrangente e realista que a simples utilização
do TCO. Esta visão contempla aspectos como custos
associados, flexibilidade e riscos de implantação.
Estes elementos, muitas vezes não quantificáveis,
adquirem importância crescente ao longo do ciclo
de vida de uma tecnologia. Assim, podemos definir esses
componentes da seguinte forma:
- Custos: que se correspondem
àqueles elementos contemplados pelo TCO;
- Benefícios:
aumento na produtividade e penetração
de mercado;
- Flexibilidade: viabilização
de novos negócios e/ou mercados;
- Riscos: problemas
com fornecedores e componentes inadequados.
Análise comparativa:
Software Proprietário vs. Sofware
de Código Aberto
Muito tem se falado sobre as vantagens
e melhor TCO de uma ou outra tecnologia ou sistema de
licenciamento. Principalmente em se tratando de Software
Proprietário vs.Software
de Código Aberto.
Obviamente, o mais frequênte é
a utilização de pesquisas e avaliações
manipuladas segundo os interesses do contratante, onde
os dados de base e os procedimentos não são
adequadamente apresentados.
Em outros casos, as avaliações
estão contaminadas com discursos ideologizados
e são realizadas sem a utilização
de dados objetivos, o que leva, muitas vezes, ao descrédito
fora dos círculos de seguidores daquela visão.
Por isso, sem entrar em definições
filosóficas ou de marketing comercial, a seguir,
apresentamos um conjunto de argumentações
lógicos para melhor avaliar as vantagens e desvantagens
na utilização de soluções
desenvolvidas a partir de Software Proprietário
e de Código Aberto.
- A diferença do Software Proprietário,
com o Software de Código Aberto (incluído
o Software Livre) não há custo repetitivo
para licenciar o uso do software. Compra-se só
uma vez. Instalam-se quantas cópias sejam necessárias.
- Com o Software Proprietário,
os clientes têm que comprar perpetuamente novas
licenças de software, manutenções
e suporte.
Com o Software de Código Aberto isto não
é necessário, porém o suporte é
limitado aos forums de usuários e outras alternativas
similares. O lançamento de novas versões
e manutenções depende, basicamente, da
dinâmica do desenvolvimento comunitário.
Se existir uma empresa ou instituição
responsável pela implementação
do Software de Código Aberto, a incerteza da
falta de um cronograma de lançamentos pode ser
contornada através de contratos de suporte e
manutenção que diminua o downtime
do desenvolvimento comunitário.
- As soluções propiretárias
baseiam seu modelo comercial na venda de licenças,
o que leva a que no lançamento de novas versões,
muitas vezes dê-se maior ênfase nos aspectos
cosméticos que na estabilidade e segurança
da solução. No Software de Código
Aberto, que considera o software como um serviço,
as novas versões buscam melhoras técnicas
reais, já que não existe o incentivo comercial
da venda de licenças.
- O Software Proprietário é
desenvolvido centralmente e a partir de projetos planejados
a-priori, o que dá maior consistência
à solução. Em se tratando de aplicações
com módulos e funcionalidades muito heterogêneas,
a centralização do planejamento e desenvolvimento
de software é importante.
As alternativas de Software de Código Aberto
para gestão espacial vem sendo desenvolvidas
a partir de projetos diíspares, com linguagens
e modelos totalmente diferentes, o que diminui o desempenho
e a eficiência na sua utilização,
aumentando os custos de implantação, customização
e treinamento. Por isso, a decisão em favor do
Software de Código Aberto deve ser acompanhada
de uma estrutura de desenvolvimento, manutenção
e suporte, complementar às atividades da comunidade.
- No Software Proprietário, o
desenvolvimento de aplicativos customizados é
realizado com a utilização de linguagens
proprietárias, o que acresce custos de adquisição
de licenças e treinamento complementar.
No caso do Software de Código Aberto, utilizam-se
linguagens abertas, que não requerem licenciamento.
- A maioria das soluções
para gestão espacial proprietárias, assim
como as desenvolvidas sob licenças de Software
de Código Aberto, tendem a ser disponibilizados
para plataformas específicas (Windows e Linux),
o que limita significativamente a flexibilidade na implantação
em ambientes que ainda utilizam aplicativos legados.
Deve-se buscar utilizar software independente de plataforma,
pelo menos para a implementação de clientes,
o que facilita a estruturação de soluções
flexíveis e fáceis de migrar e gerenciar.
- No Software Proprietário a empresa
garante e responsabiliza-se legalmente pelo resultado
da utilização do software, sendo possível
para o cliente a utilização de mecanismos
judiciais para assegurar seus direitos de cosumidor.
O Software de Código Aberto é fornecido
sem qualquer garantia, não existindo qualquer
responsabilidade por parte do desenvolvedor sobre as
consequencias na utilização do software.
No caso da implementação do software com
a participação de uma empresa ou instituição
responsável, este problema pode ser contornado.
Do ponto de vista da comparação
do Software de Código Aberto vs. Software Proprietário
é claro que existe poucas vantajens na
utilização de soluções proprietárias,
estando, em geral, reduzidas a:
- impossibilidade de migração
de aplicaitvos proprietários legados; e
- necessidade de alguma funcionalidade
muito específica, ainda não disponível
como Software de Código Aberto.
|
|