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A gestão florestal,
aqui entendida como o conjunto de técnicas e procedimentos
empregados para a produção de matéria
prima, exploração e transformação
para fins específicos de uma empresa florestal,
vem, até o momento, utilizando-se exclusivamente
de ferramentas de baixo nível tecnológico.
Nesse sentido, o controle da maioria dos processos
ainda é manual, exemplificado pela utilização
de simples planilhas de cálculo associadas a croquis
de talhões da propriedade florestal para estimar
a quantidade de madeira disponível em campo, bem
como, fazer projeções para o produto final.
Evidentemente que esse tipo
de processo não tecnificado gera erros nas estimativas
de produção e, conseqüentemente, nas
estimativas de lucro da empresa florestal.
A forma de gestão não
tecnificada denota os seguintes problemas:
- Falta de padronização
do método de trabalho;
- Retrabalho de atividades
embasadas no controle manual de informações
estáticas, como é o caso do inventário
florestal, para adequar o planejamento da gestão
dos ativos florestais;
- Inconsistências,
erros e grande perda de tempo nos processos de gestão,
devido à descentralização de métodos
e insegurança no arquivamento e manutenção
de informações, como é o caso das
planilhas de cálculo e inventários;
- Inconsistência
na alocação de investimentos, equipamentos
e pessoal, gerada pela falta de integração
entre as diversas fases da gestão florestal e
industrial.
Decorrente dos problemas acima expostos
a Ecos desenvolveu o Sistema de Gestão
Florestal – EcoSGF, uma ferramenta de primeríssimo
nível, visando proporcionar ao empresário
florestal a gestão da sua produção
"na ponta lo lápis", integrando a gestão
dos recursos florestais com a produção industrial,
centralizando o gerenciamento de informações
e distribuíndo a sua utilização nas
diversas fases da produção.
O sistema EcoSGF é um plug-in
do GeoManager
do GeoLinux,
mantido pelo Instituto Ecos, sendo a única solução
de software florestal, em nível mundial, com desenvolvimento
totalmente orientado a objetos, utilizando o modelo em
3 camadas (MVC) e linguagem C++, que gerencia as operações
florestais de forma espacializada utilizando o Padrão
OpenGIS de compartilhamento de dados.
Ainda, o EcoSGF permite utilizar ao máximo
as reconhecidas potencialidades do Software Livre
como estabilidade, segurança, desempenho e imbatível
relação custo-benefício, oferecendo
a possibilidade de ser implementado no ambiente Linux,
utilizando o banco de dados PostgreSQL, acrescido
das extensões espaciais PostGIS. O PostgreSQL
é um banco de dados de alto desempenho, licenciado
como Software Livre, para uso corporativo, que apresenta
funcionalidades similares àquelas oferecidos pelas
marcas comerciais dominantes no mercado.
O EcoSpacial Enterprise
pode ser implementado de forma distribuída, como
p.ex. um cliente remoto por fazenda com um conjunto de
coletores PDA com aplicativos do EcoSIG embarcados para
executar o trabalho de campo (controle de inventário,
etc.) e um servidor central - EcoSIG servidor e banco
de dados espaciais - na empresa, interconectados via link
ou banda larga.
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Por
ser um plug-in do GeoManager,
o EcoSGF pode ser implantado a partir de
um banco de dados espaciais, através de um
servidor de aplicações, com clientes
heterogênenos (aplicações
clientes, terminais burros, aplicações
web e sistemas embarcados). |
O EcoSGF utiliza-se da arquitetura
de gerenciamento espacial de feições (talhões,
parcelas, etc.) para o gerenciamento da atividade
florestal.
Metodologicamente, o espaço
produtivo é subdividido em tipos e níveis
hierárquicos de entidades espaciais, tais
como: fazendas, talhões, parcelas, estradas, árvores,
espécies de árvores, rios e açudes,
que são relacionados a atributos que definem
suas caraterísticas espaciais assim como suas especificações
produtivas. A modo de exemplo, os talhões
são associados à espécie, idade,
volume médio por talhão, volume por classe
diamétrica, finalidade (serraria, lâminas).
Assim, o EcoSGF contempla
as várias etapas da gestão espacializado
da empresa florestal, desde a implantação
e gerenciamento de plantios até o corte,
gerenciando cadastros e instâncias do manejo tais
como silvicultura, tipos de trabalho e estatísticas.
Cada uma das entidades, fisicamente
evidenciáveis, ocupa um lugar específico
no espaço, pelo qual podem ser armazenadas mantendo
uma relação de vizinhança e interdependência,
assegurando assim a consistência das informações
da propriedade. Ocorrendo alguma mudança, como
no processo de divisão de um talhão, o espaço
ocupado será alterado, dando lugar a novas feições
que poderão receber novos atributos do tipo tipos
de árvore e manejo. Estas alterações
são realizadas de forma interativa e em tempo real,
mantendo um histórico das mudanças ocorridas,
o que permite manter um controle permanente de todas as
mudanças no ambiente produtivo de acordo com as
práticas de manejo utilizadas.
Metodologia da gestão florestal


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Os
dados considerados na implantação
do empreendimento são: escolha da espécie
e procedência, levantamento topográfico,
mapeamento de solo, levantamento da vegetação,
mapeamento das áreas de conservação,
de preservação permanente e reserva
legal, estradas, aceiros e talhonamento, cercas
e divisórias, limpeza da área, combate
às formigas cortadeiras, preparo do solo,
espaçamento, coveamento, fertilização
mineral, plantio, replantio, tratos culturais, manutenção
de infra-estrutura e vigilância patrimonial.
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Nos tratos silviculturais consideram-se:
podas, coroamento e roçada.
A determinação
quantitativa de uma floresta é realizada através
do Inventário Florestal, utilizando procedimentos
de amostragem e análise estatística.
Para isso, com o objetivo de amostrar satisfatoriamente
a floresta, a fim de gerar resultados mais precisos, o
EcoSGF utiliza técnicas de estatística espacial
para o planejamento amostral, aumentando a exatidão
e conseqüentemente reduzindo custos.
O planejamento e a execução
do Inventário Florestal com o EcosSGF, por ser
um aplicativo para a gestão espacial, permite o
mapeamento de variáveis de inventário
por algoritmos de interpolação, assim como
a atualização automática de informações
no banco de dados, a qualquer momento, de maneira
fácil e rápida.
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O inventário
é realizado com o uso de coletores de campo,
implementados no EcosPad,
com o EcoSGF integrado. Desta maneira, o processo
é realizado de forma automatizada e sem qualquer
risco de erro humano ou de processamento. |
Sendo então a parcela
a unidade básica de inventário,
os dados básicos utilizados para o seu estabelecimento
em campo nesta fase são: método de amostragem,
amostragem, metragem da parcela, inventário piloto
ou inventário obtido de anos anteriores, população
e número de amostras (n). O EcoSGF utiliza o método
de amostragem de área fixa, a amostragem casual
simples (ACS) e população finita.
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Uma
vez estabelecida a amostragem realizam-se, então,
a entrada no sistema das variáveis coletadas
em campo: DAP e altura, das 15 primeiras árvores.
Realiza-se também, nesta fase, a determinação,
com base na variância geral, do número
de indivíduos em cada parcela que será
necessário para cubagem.
Em função da cubagem
de todas as árvores consideradas para tanto
e medição das alturas daquelas 15
primeiras, de cada parcela, executa-se a
análise de regressão, pelo método
dos mínimos quadrados, para encontrar
os valores dos coeficientes para processar a equação
HT = b0 + b1X1, onde bo e b1 são calculados
através da equação dos mínimos
quadrados e X1 sendo o valor do DAP de cada árvore
considerada. |
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Com esta equação
são obtidos todos os valores de DAP e HT das
parcelas, podendo-se executar novamente a função
dos mínimos quadrados para gerar os coeficientes
da polinomial de 5º grau e substituí-los
na fórmula já integralizada, obtendo-se
o volume total de todas a árvores. |
No que concerne ao manejo florestal,
o desbaste é gerenciado a partir dos seguintes
parâmetros: freqüência, intensidade e
ritmo de crescimento.
A freqüência do
desbaste é determinada em função
das curvas de incremento corrente anual (ICA) e incremento
médio anual (IMA). Nos cruzamentos das
curvas, ou seja, quando o ICA = IMA tem-se a necessidade
de desbaste.
A intensidade do desbaste
é calculada com a densidade da área e o
fim que se deseja para a madeira. Assim, p.ex.,
o desbaste para produzir madeira para serraria deve ser
realizado de forma a obter a maior parte do tronco com
madeira limpa, o que implica desbastar 30-40% das árvores
no sistema seletivo, ou a cada uma ou duas fileiras, definidas
em função da utilização da
madeira.
A espacialização da gestão
florestal
A Gestão
Espacial permite o gerenciamento de informações
vindas de diversas fontes como bancos de dados e cartografia,
de forma centralizada e integrada. Assim o EcoSGF permite
utilizar as informações sobre a produção,
para traçar diferentes cenários futuros
em função de parâmetros pré-determinados.
Com essas ferramentas de gestão,
o administrador pode visualizar os recursos do seu empreendimento
de um modo inovador, manipulando informações
em um ambiente espacializado de maneira rápida,
concisa e muito mais abrangente.
A possibilidade de otimizar
o talhão por classe diamétrica das árvores
em idade de corte, objetiva o aproveitamento mais eficiente
da madeira, assim como a economia no transporte e na alocação
de pessoal. Neste caso, a utilização
de ferramentas de gestão espacial integradas ao
Sortimento Florestal facilitam a visualização
e o gerenciamento de complicadas operações,
como corte e transporte.
A realização de análises
espacializadas e cenários em função
de variáveis produtivas, técnicas, climáticas
e de mercado estão ao alcance do mouse, a qualquer
hora, o que permite um planejamento sempre atualizado
e objetivo.
As ferramentas de gestão espacial
do EcoSpacial Enterprise devem ser consideradas no momento
de modelagem da implantação do sistema.
A gestão florestal é altamente dependente
de fatores como solos, declividade, disponibilidade e
localização de recursos hídricos,
integridade e localização das áreas
de proteção permanente e reserva legal,
localização e caraterísticas da infraestrutura
viária, dentre outros.
Estes fatores são, na realidade,
feições espaciais, que podem ser melhor
avaliados quando são utilizadas ferramentas de
dinâmicas de análise espacial.
O EcoSIG oferece ferramentas
muito poderosas para a análise booleana de superposição
e com expressões SQL, que permitem realizar sofisticadas
correlações entre feições
(como p.ex. solos vs. declividades ou estrutura viária
vs. declividades) para facilitar o planejamento
do empreendimento e do manejo dos ativos florestais.
Da mesma forma, o EcoSpacial Enterprise
oferece a possibilidade de implantar um serviço
de webmapping, utilizando infrasestrutura de
software GeoLinux,
para a disponibilização de dados espaciais
e de gestão florestal da empresa, o que acresce
uma grande flexibilidade à gestão de empreendimentos
de forma remota, seja regional ou internacional.
O EcoSGF foi desenvolvido a partir
de técnicas florestais reconhecidas como as mais avançadas
sendo, porém, de utilização generalizada.
Entretanto, como cada empresa florestal possui
sua própria forma de gerenciar seus ativos florestais,
recomenda-se que antes de implementar o sistema realizar
uma avaliação da idiossincrasia gerencial
da forma de otimizar e padronizar as suas práticas
florestais.
O processo de avaliação
e padronização das práticas leva
ao conhecimento, reforma e mudança de paradigmas
gerenciais na empresa. Por isso, esta estruturação
é fundamental e prévia à implementação
de qualquer ferramenta de gerenciamento.
Por isso, no processo de
implementação de uma solução
florestal, a Ecos requer uma fase de diagnóstico
e avaliação que leva à configuração
mais adequada de otimização das técnicas
silviculturais, ajuste das práticas gerenciais
e adequação da estrutura da empresa,
de forma a assegurar a maximização dos benefícios
auferidos da implantação do EcoSGF.
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